quarta-feira, 6 de novembro de 2013

evangelho do dia

Evangelho (Lc 14,25-33)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.
28Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’
31Ou ainda: Qual rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

santo do dia

São Nuno de Santa Maria

 

Nuno Álvares Pereira nasceu em Portugal a 24 de Junho de 1360, e recebeu a educação cavalheiresca típica dos filhos das famílias nobres do seu tempo.

Aos treze anos torna-se pajem da rainha D. Leonor, tendo sido bem recebido na Corte e acabando por ser pouco depois cavaleiro. Aos dezesseis anos casa-se, por vontade de seu pai, com uma jovem e rica viúva, D. Leonor de Alvim.
Da sua união nascem três filhos, dois do sexo masculino, que morrem em tenra idade, e uma do sexo feminino, Beatriz, a qual mais tarde viria a desposar o filho do rei D. João I, D. Afonso, primeiro duque de Bragança.
Quando o rei D. Fernando I morreu a 22 de Outubro de 1383 sem ter deixado filhos varões, o seu irmão D. João, Mestre de Avis, viu-se envolvido na luta pela coroa lusitana, que lhe era disputada pelo rei de Castela por ter desposado a filha do falecido rei.
Nuno tomou o partido de D. João, o qual o nomeou Condestável, isto é, comandante supremo do exército. Nuno conduziu o exército português repetidas vezes à vitória, até se ter consagrado na batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), a qual acaba por determinar à resolução do conflito.
Os dotes militares de Nuno eram no entanto acompanhados por uma espiritualidade sincera e profunda. O amor pela Eucaristia e pela Virgem Maria são os alicerces da sua vida interior.
O estandarte que elegeu como insígnia pessoal traz as imagens do Crucificado, de Maria e dos cavaleiros S. Tiago e S. Jorge. Fez ainda construir às suas próprias custas numerosas igrejas e mosteiros, entre os quais se contam o Carmo de Lisboa e a Igreja de S. Maria da Vitória, na Batalha.
Com a morte da esposa, em 1387, Nuno recusa contrair novas núpcias, tornando-se um modelo de pureza de vida. Quando finalmente alcançou a paz, distribui grande parte dos seus bens entre os seus companheiros, antigos combatentes, e acaba por se desfazer totalmente daqueles em 1423, quando decide entrar no convento carmelita por ele fundado, tomando então o nome de frei Nuno de Santa Maria.
Impelido pelo amor, abandona as armas e o poder para revestir-se da armadura do Espírito recomendada pela Regra do Carmo: era a opção por uma mudança radical de vida em que sela o percurso da fé autêntica que sempre o tinha norteado.
O Condestável do rei de Portugal, o comandante supremo do exército e seu guia vitorioso, o fundador e benfeitor da comunidade carmelita, ao entrar no convento recusa todos os privilégios e assume como própria a condição mais humilde, a de frade Donato, dedicando-se totalmente ao serviço do Senhor, de Maria — a sua terna Padroeira que sempre venerou—, e dos pobres, nos quais reconhece o rosto de Jesus.
Significativo foi o dia da morte de frei Nuno de Santa Maria, aos 71 anos de idade. Era o Domingo de Páscoa, dia 1 de Abril de 1431. Após sua morte, passou imediatamente a ser reputado de “santo” pelo povo, que desde então o começa a chamar “Santo Condestável”.
Nuno Álvares Pereira foi beatificado em 23 de Janeiro de 1918 pelo Papa Bento XV através do Decreto “Clementíssimus Deus” e foi consagrado o dia 6 de Novembro ao, então, beato.
O Santo Padre, Papa Bento XVI, durante o Consistório de 21 de Fevereiro de 2009 determina que o Beato Nuno seja inscrito no álbum dos Santos no dia 26 de Abril de 2009.
São Nuno de Santa Maria, rogai por nós!

 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Boa noite!


CREIO NA VIDA ETERNA

Sozinho ou em comunidade, ao rezar o “Credo” você proclama solenemente: Creio na vida eterna. O que quer dizer essa afirmação? Em que você realmente acredita?

A morte, para o cristão, longe de ser o fim de tudo, é a possibilidade de um encontro com Jesus Cristo; é a entrada na vida eterna. Com ela, termina o tempo aberto ao acolhimento ou à recusa da graça divina.

O Novo Testamento fala da retribuição que cada um receberá, após sua morte, em função de sua fé e das obras que realizou. Vemos isso na parábola do pobre Lázaro (Lc 16, 19-31), nas palavras de Cristo ao Bom Ladrão (Lc 23, 39-43) e em expressões como a do apóstolo Paulo: “Porque teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Ali cada um receberá o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo” (2Cor 5,10).

O autor da Carta aos Hebreus apresenta uma afirmação na mesma linha: “Está determinado que os homens morram uma só vez e logo em seguida vem o juízo” (Hb 9,27). Portanto, cada pessoa, depois da morte, receberá a retribuição eterna, num juízo que colocará sua vida em relação à de Cristo e aos apelos que nos deixou no Evangelho. São João da Cruz dizia: “Seremos julgados quanto ao amor!”

Os que morrerem na graça e na amizade de Deus, e que estiverem totalmente purificados, viverão para sempre em Cristo. Passarão a ver Deus “tal como ele é” (1Jo 3,2), face a face. O céu não é um “lugar” (na eternidade não há tempo nem espaço), mas um “estado de vida”.

Estar no céu é viver com a Santíssima Trindade, em comunhão de vida e de amor; com a Virgem Maria, os anjos e todos os que também morreram na graça de Deus. O céu é o fim último e a realização de todas as aspirações do ser humano; é o estado de felicidade suprema e definitiva.

Os que morrerem na graça e na amizade de Deus, mas que não estiverem completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passarão, após a morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1030).

A Igreja denomina “Purgatório” essa purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados (Cf. 1Cor 3,15; 2Mc 12,43-45). Mais do que um castigo, o Purgatório é uma preparação para o encontro com aquele que é santo por natureza, e diante do qual não pode haver imperfeições.

Já os que morrerem em pecado mortal, serão excluídos definitivamente da comunhão com Deus. As afirmações da Bíblia e os ensinamentos da Igreja a esse respeito nos asseguram que Deus não predestina ninguém para viver eternamente longe dele. É a própria pessoa que livremente o rejeita. É necessário, pois, usar a liberdade com responsabilidade, pois um dia cada qual responderá por seus atos, palavras e omissões. “Entrai pela porta estreita, porque largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição. E muitos são os que entram por ele. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho que conduz à vida. E poucos são os que o encontram”, disse Jesus (Mt 7,13-14).

A ressurreição dos mortos, “dos justos e dos injustos” (At 24,15), antecederá o Juízo Final. Esse revelará o que cada um fez de bem ou deixou de fazer durante sua vida terrestre. Como não nos lembrar, aqui, da grandiosa descrição de Cristo? “Quando o Filho do homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele, sentar-se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros... Então o Rei dirá aos que estão à direita: “Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer...”(Mt 25,31-46).

O Reino de Deus chegará, então, à plenitude. Os justos reinarão com Cristo para sempre, glorificados em corpo e alma. Então, Deus será “tudo em todos” (1Cor 15,28).

Creio na vida eterna! Justamente porque acredita nessa verdade de fé, você é chamado a viver, mais intensa e santamente, cada dia e cada acontecimento. Afinal, é aqui e agora que você prepara sua eternidade.

Dom Murilo S.R. Krieger, sc

Alegre-se! O Senhor apostou tudo em você

Mensagem do missionário Alexandre Oliveira, no programa "Sorrindo pra Vida" da TV Canção Nova, desta terça-feira, dia 5 de novembro de 2013.



A Palavra meditada, hoje, está em São João 6,59-71.

"Cada vez que fazemos uma escolha em nossas vidas nós corremos um risco", afirma Alexandre
Foto: Maria Andrea/Arquivo Fotos CN

salmo do dia

Responsório (Sl 130)

— Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor!
— Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor!
— Senhor, meu coração não é orgulhoso, nem se eleva arrogante o meu olhar; não ando à procura de grandezas, nem tenho pretensões ambiciosas!
— Fiz calar e sossegar a minha alma; ela está em grande paz dentro de mim, como a criança bem tranquila, amamentada no regaço acolhedor de sua mãe.
— Confia no Senhor, ó Israel, desde agora e por toda a eternidade!

evangelho do dia

Evangelho (Lc 14,15-24)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 15um homem que estava à mesa disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” 16Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’.
18Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 19Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 20Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’.
21O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: ‘Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’.
22O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar’. 23O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia’. 24Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.